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Sugestão de livro: Novas organizações para uma nova economia

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Caros, recomendamos aqui mais uma pérola entre as diversas publicações recentes que versam sobre o tema da inovação nas organizações: “Novas organizações para uma nova economia: um mundo onde as empresas, as pessoas e o planeta prosperam juntos” de Mauricio Goldstein.

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Semeada pela curiosidade incessante do Mauricio e fruto de uma pesquisa desenvolvida em visitas a diversas organizações em todo o mundo, esta obra ilustra, de forma prática e profunda, com linguagem clara e simples, o movimento de reinvenção de tais organizações, que optaram por experimentar um novo modelo de gestão, gerando impacto positivo para os diversos stakeholders .

A obra relata algumas destas experiências e explora os elementos-chave que estas  organizações estão mexendo para se reinventar, passando pela forma de organizar o trabalho, conectar pessoas, potencializar a geração e concretização de idéias, com impacto positivo a todas as partes interessadas: cliente satisfeito, acionista com maior retorno e fornecedores comportando-se como parceiro de longo prazo. Enfim, empresas que têm impactado positivamente a sociedade, outras empresas e o planeta.

O livro nos desafia a explorar novas formas de pensar e fazer, e principalmente nos leva a refletir sobre valores e o papel das pessoas nas novas organizações nesse novo mundo.

Assista aqui o depoimento de Vicente Gomes, parceiro do Mauricio na pesquisa que deu origem ao livro: https://www.youtube.com/watch?v=nLwkEDoRu_c

Boa leitura!

Impressões sobre “Overview”, do Coletivo Planetário

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“Overview” é um vídeo produzido pelo Coletivo Planetário que reúne depoimentos de pessoas que foram profundamente impactadas por uma experiência rara e espetacular: ver o planeta terra a partir do espaço sideral.

Curiosamente, as transformações de visão descritas pelos astronautas são muito semelhantes às transformações que podemos vivenciar ao participar de conversas profundas.

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Selecionamos alguns trechos do vídeo, com comentários livres a partir de experiências de participação em conversas que nos foram significativas.

Quem quiser assistir o vídeo antes (cerca de 20 min), ele está disponível no seguinte link, vale a pena:

<http://www.socialfly.com.br/videos/214-coisas-estranhas-estao-acontecendo-com-astronautas-ao-retornarem-a-terra>

1:38 – “Quando fomos à Lua, inicialmente o nosso foco absoluto estava na Lua. Não pensamos em olhar para trás, para a Terra. Mas agora que o fizemos, [acreditamos que] essa deve ter sido a razão mais importante para termos ido até lá.”

Nas conversas profundas que nos marcaram, nosso engajamento normalmente começa pelo tema em pauta. No decorrer da conversa, especialmente quando ela toca em questões delicadas sobre as quais não havíamos atentado, ela nos obriga a olhar para nós mesmos. Momentos em que somos capazes de ouvir profundamente falas de desconforto ou de emoção, que nos senbilizam, nos chamam para uma revisão de postura e nos fazem sair da conversa com a convicção de que a maior contribuição foi este encontro conosco mesmo… deixamos de olhar apenas para a “Lua” e, dentro de nós mesmos, percebemos que existe a “Terra”.

9:24 – “[A atmosfera] é uma linha muito tênue abraçando a superficie do planeta. Qualquer pessoa que tenha ido ao espaço tem a mesma percepção, porque é mesmo impressionante mas ao mesmo tempo perturbador, ver esta camada de papel fino e perceber que ela é tudo o que protege os seres vivos da morte, dos perigos do espaço.”

São igualmente tênues e sutis os elementos que diferenciam os espaços de conversa “seguros”, que  convidam a relações profundas e produzem a confiança necessária para a expressão de nossas vulnerabilidades. Um espaço relacional fino e frágil, como a atmosfera terrestre, permite que conversas transformadoras aconteçam. Criar e sustentar este espaço faz parte da arte de ser anfitrião de conversas significativas.

11:08 – “Na literatura antiga encontramos uma descrição chamada Savikalpa Samadh que significa: ver algo com os teus olhos enquanto também as sente emocionalmente e viceralmente, como um êxtase, com um senso total de união e unicidade.”

Talvez exista outra palavra na literatura antiga para “ouvir algo com os próprios ouvidos enquanto também as sente emocionamente e viceralmente, como um êxtase com um senso total de união e unicidade”. Esta seria a correspondente a Savikalpa Samath para as conversas significativas profundas. As vulnerabilidades, citadas no trecho anterior, quando expostas em campo seguro e aberto à escuta, nos colocam frente a frente com o mais profundo da condição humana, que nos une. As barreiras que nos separam uns dos outros e do mundo desaparecem, uma sensação de profunda união se instala e percebemos como tudo está interconectado.

12:03 – “Dentro da cultura ocidental, [a noção da unicidade] é nova e chocante até, porque existe muito mais uma filosofia de separação.”

No nosso trabalho como facilitadores e anfitriões de processos colaborativos na CoCriar, nos deparamos com este aspecto de nossa cultura ocidental a todo momento. Nas diversas organizações, a separação se traduz na fragmentação entre áreas, nos pedidos por processos de integração, nos trabalhos realizados duplamente por falta de comunicação, no desperdício de saberes acumulados pela equipe.

Por sua vez, a “nova e chocante” experiência da unicidade se evidencia na surpresa aliviada dos participantes que se percebem pertencentes a um grupo guiado por um mesmo propósito, ou se reconhecem entre pessoas que enfrentam os mesmos desafios e estão em busca das mesmas soluções, ou simplesmente sentem que puderam contribuir para o surgimento de uma inteligência coletiva que costuma ser maior do que a soma das inteligências individuais.

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A experiência descrita em Overview é especial para o indivíduo e muito necessária para a humanidade. A boa notícia que ela pode ser experimentada de forma bem mais acessível – sem a necessidade de investimentos de bilhões de dólares – por meio de conversas significativas e profundas.

Divergente – Convergente

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Existem muitas abordagens, metodologias e ferramentas para trabalhos em grupos e para a construção colaborativa. Cada uma traz um conjunto de valores e modelos mentais que a  embasam e justificam e que costumam variar um bocado de uma abordagem para outra. Porém um modelo aparece com notável freqüência em diferentes abordagens, nem sempre de forma idêntica, mas de maneira geral com princípios muito parecidos. Trata-se da idéia da divergência seguida de uma convergência da diversidade de idéias e opiniões em processos coletivos. 

Este conceito de Divergente-Convergente foi descrito e explorado em detalhe por Sam Kaner, que o chama de “diamante da tomada de decisões participativas”. Conhecer e entender esse processo é importante para todos aqueles que se interessam por formas genuínas de colaboração e tomada de decição conjunta.

Estamos falando aqui de um mapa que tenta descrever um território, de um modelo para dinâmica de tomada de decisão em grupo, e é importante entender que não se trata de uma receita de bolo de como as coisas devem ser feitas, mas sim do reconhecimento e da sistematização do fluxo natural pelo qual os grupos passam quando têm a liberdade de tomar decisões em conjunto. O modelo se contrapõe à forma como estes processos são normalmente conduzidos (aí sim por causa das nossas expectativas e “fórmulas”), na qual as decisões acabam sendo precipitadas, especialmente quando o desconforto da divergência aparece.

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Esta abordagem reconhece três momentos no processo de grupo, o divergente, o emergente e o convergente. Além de apresentar a dinâmica natural da divergência seguida de convergência, o principal diferencial deste modelo é a a sustentação da divergência, e conseqüente surgimento da fase intermediária, o momento emergente, que normalmente é visto como algo indesejado (inclusive sendo chamada de “zona de reclamação”). 

O que o diagrama indica é que, à medida em que o tempo passa e o grupo tem a liberdade de participar e opinar sobre o tema em questão, a diversidade e quantidade de idéias e opiniões aumenta cada vez mais. Isto é normal, porém gera desconforto, e normalmente a pessoa encarregada, com maior nível hierarquico ou responsável pelo processo, intervém quando sua zona de conforto é excedida, forçando o grupo a uma conclusão ou decisão prematura (e portanto não genuínamente co-criada). Mas se tivermos a sabedoria de sustentar a divergência, garantindo que o diálogo seja mantido e que o espaço de participação seja de qualidade, naturalmente o grupo alcançará um momento caótico, que chamamos de fase emergente.

Neste instante começam a surgir os insights inspirados, a idéias inusitadas e a verdadeira inovação, que é composta de contribuições de diversas pessoas e não tem nenhum verdadeiro “dono”. É aqui que a mágica acontece! Se temos um facilitador habilidoso, ou um lider colaborativo experiênte, ele permitirá que o grupo naturalmente caminhe para a convergêcia destas novas idéias, danto estrutura e ferramentas para isto. Por fim, concluímos o processo convergindo para uma solução realmente inovadora, criada por todos e pela qual o grupo todo se sente inspirado e engajado.

Utilizamos este modelo para gerar consciência no processo de tomada de decisão em grupo, especialmente em temas complexos que envolvem a criação coletiva de algo, indicando que a dúvida e o conflito são parte integrante do processo de criação e necessárias para o aparecimento do novo. Segue um breve resumo de cada fase:

 

Processo Divergente Processo Emergente Processo Convergente
– Gerar listas de idéias– Discutir de forma aberta e fluida– Buscar pontos de vista diversos– Suspender o julgamento – Entender a grande variedade de idéias diferentes e opostas– Aceitar a confusão, desconforto, impaciência, insegurança e reclamação– Reconhecer falhas de compreensão e comunicação como parte do processo participativo e superá-las– Perceber o emergente como natural e importante em processos de grupos, e não ignorar e evitá-lo– Sustentar essa fase para gerar compreensão comum e acordos sustentáveis – Organizar idéias em categorias– Resumir pontos chaves– Chegar a acordos– Exercer o julgamento

 

Este modelo é baseado em quatro princípios centrais: a participação plena (todos são encorajados a falar e compartilhar idéias), a compreensão mútua (aceitação e reconhecimento das necessidades e pontos de vista dos outros), soluções inclusivas (integração das perspectivas e objetivos de todos) e responsabilidade compartilhada (todos reconhecem e assumem a responsabilidade pelo processo e pela implementação das decisões).

Certamente esse modelo não resolverá todos os problemas de um processo colaborativo, mas é um ótimo ponto de partida para entendermos a dinâmica dos grupos. Também ajuda bastante se percebemos em qual das 3 fases cada uma das ferramentas de facilitação se encaixa melhor, e as usarmos com esta consciência.

Boas colaborações!

 

Referências:

Livro: Sam Kaner – “Facilitator’s Guide to Participatory Decision Making” (sem versão em português)

Artigo: http://www.infoq.com/articles/facilitators-guide-book-review

Sugestão de Livro: The Collaboratory

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Quando olhamos para o que está acontecendo no mundo, podemos dizer que a complexidade está escalando a montanha. Não diria que as coisas estão mais complexas, mas que talvez tenhamos, como sociedade, maior capacidade de perceber as complexidades à medida que nossa vida fica impactada de forma mais visível por problemas que não vão desaparecer com medidas ‘quick fix’.

Para explorar estes temas e encontrar novas formas de interagir entre nós e com o mundo, nós como sociedade precisamos de um bom tanto de percepções juntas. O ato de criar espaços e oportunidades para pessoas aprenderem e agirem juntas está aumentando, e isso é o que está presente no livro que estava lendo recentemente: The Collaboratory.

Capa do Livro

Capa do Livro

The Collaboratory é uma ideia nascida de uma visão para o futuro da educação de lideranças empresariais, mas uma que ideia que reflete os momentos de mudança da sociedade como um todo. A capacidade de co-criar e colaborar está sendo vivenciada como a forma de movermos positivamente adiante em provocar mudança.

O livro pega seu nome desta iniciativa e encontra muitas outras que dividem estes princípios.

Ele vem para consolidar a prática de colaboração entre atores para mudança em um momento onde as metodologias e processos para engajamento de atores está mais estruturada e disseminada e quando muitos praticantes estão refletindo e agindo para criar espaços que endereçem temas complexos tanto em organizações quanto na sociedade.

No livro encontrei histórias de como iniciativas tem evoluido ao redor do mundo, junto com diferentes dimensões de colaboração e exemplos de espaços e processos que trazem mudança social. Encontrei colegas e professores conhecidos entre os autores, mas também encontrei novos colegas e iniciativas que não conhecia. E tenho certeza de que se trata de uma pequena amostra, existem certamente iniciativas suficientes para pelo menos meia dúzia de outros livros.

Dividido em quatro partes, o livro engloba uma gama de autores vindo de lugares como a Society of Organisational Learning [veja sobre a SoL no Brasil], uma NGO com sede na Suíça e o movimento 50+20, iniciativa que inspirou o nome do livro.

Autores mostram suas iniciativas e insights em como identificar, convidar, desenhar e ser anfitrião de uma jornada de colaboração para tratar de problemas complexos. O livro, mais do que uma coleção de artigos, está bem estruturado e parece ser uma exploração co-criada de pessoas trabalhando diretamente para reestruturar processos de mudança na direção de jornadas de colaboração.

Chamando de DesignShop, SocialLab, Transformative Scenario Planning e trabalhando com processos de base como Appreciative Inquiry, o Art of Hosting e Theory U, muitos dos autores dividem premissas como:

  • a ideia de uma jornada transformadora que traz o novo através da cooperação e atenção ao processo ao invés da competição e criação de produtos;
  • a importância de facilitar espaços colaborativos que se parecem mais com uma jornada engajante do que um evento de tomada de decisão;
  • ser algo sobre métodos e padrões de criar espaços e convidar pessoas para mudança colaborativa com a mão na massa;
  • existem requisitos e condições para que os collaboratories possam funcionar, baseados em experiência prática, mas não existe uma lista a ser ticada;
  • encontros trabalham com soluções emergentes vindo de pessoas engajadas no assunto ao invés de esperar a solução de problemas vindo de especialistas de fora;
  • transformação vem de prototipar soluções e não somente de sessões de análise e brainstorming.

As últimas partes do livro mostram exemplos de collaboratories ao redor do mundo e aplicações em diversos setores da sociedade, seguido de uma seção que explora como desenhar um collaboratory e o que muda no papel do facilitador para estar em um espaço como este.

O livro está disponível em inglês pela Greenleaf Publishing. Mais informações, também em inglês, no website do livro.

As 11 escolas mais incríveis do mundo

By | Na mídia | No Comments

Publicado em 19/08/2014 por Natasha Romanzoti em HypeScience.

No mundo todo, a maioria das crianças e adultos passam por uma educação tradicional, na qual aprendem conteúdos enraizados por intermédio de um professor, são testados através de provas e trabalhos, e precisam constantemente comprovar sua capacidade para escalar etapas e chegar até a universidade.

Muitas vezes, esse tipo de abordagem não traz à tona o melhor de cada estudante. Cada vez mais, filósofos, educadores e psicólogos estão descobrindo que as escolas tradicionais são ultrapassadas, matam a criatividade e não suprem a demanda atual por indivíduos com características empreendedoras e inovadoras.

No entanto, algumas das escolas mais incríveis do planeta estão começando a mudar o panorama acadêmico mundial. Conheça onze delas:

1. Vittra

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Nessa escola sueca, os alunos agem de forma independente em seus laptops, em qualquer lugar que lhes seja confortável e conveniente. Com 30 instituições ao redor do país, o método elimina totalmente as salas de aula. Os alunos são livres para trabalhar no que quiserem, sendo que há opções de trabalhos em grupo e “móveis orgânicos conversacionais” que permitem que as crianças interajam umas com as outras.

A Vittra pensa que, ao quebrar as divisões de classe físicas, as crianças podem ser ensinadas a viver com autoconfiança e comportamento comunal responsável. De acordo com a diretora da escola, Jannie Jeppesen, o projeto se destina a permitir que a curiosidade e a criatividade floresçam nas crianças. Eles não trabalham com notas.

2. Escola Primária José Urbina López

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A Escola Primária José Urbina López fica ao lado de um lixão na fronteira do México com os EUA, atendendo moradores de Matamoros, cidade que luta uma extensa guerra contra as drogas. Era apenas mais uma escola formando estudantes desmotivados, até que o professor Sergio Correa Juárez resolveu introduzir um método de educação alternativa em sua classe. Ele adotou uma filosofia educacional emergente que se aplica a lógica da era digital para a sala de aula.

Mais ou menos como o método Vittra, ele resolveu que os alunos deveriam ser livres para se focar nos assuntos que tivessem mais vontade. Como o acesso a um mundo de informação infinita mudou a forma como nos comunicamos, processamos informações e pensamos, Juárez decidiu, baseado nas pesquisas que fez, que conhecimento não deve ser uma mercadoria entregue de professor para aluno, mas algo que emerge da própria exploração movida a curiosidade dos alunos. Seus resultados deram bons frutos: o método revelou habilidades extraordinárias na pequena estudante de 12 anos Paloma Bueno, hoje no topo do ranking de matemática e linguagem no México.

3. Escolas sem professores de Sugata Mitra

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Para implementar sua nova filosofia, Sergio Correa Juárez pesquisou diferentes métodos de educação alternativa, um deles o de Sugata Mitra. Em 1999, Mitra era cientista-chefe de uma empresa em Nova Deli, na Índia, que treinava desenvolvedores de software. Seu escritório ficava à beira de uma favela e, um dia, ele decidiu colocar um computador em uma parede que separava seu edifício da favela. Para sua surpresa, sem ninguém intervir, as crianças rapidamente descobriram como utilizar a máquina. A partir disso, Mitra fez vários experimentos que levaram muito conhecimento a diversas crianças, tão avançados quanto em biologia molecular, por exemplo.

O método de Mitra é mais um que consiste em deixar as crianças aprenderem livremente, sem a presença de uma autoridade. A ideia é que elas se auto-organizem e estejam no controle do seu aprendizado. Nas suas escolas não há professores, currículo ou separação por grupos etários. No entanto, há um grupo de tutores que estão disponíveis via Skype, que os alunos podem consultar se quiserem.

4. Método Montessori

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Método Montessori é o nome que se dá ao conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos idealizado inicialmente por Maria Montessori em 1907. O ponto mais importante do método é que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário.

Montessori escreveu que o desenvolvimento se dá em “períodos sensíveis”, de forma que em cada época da vida predominam certas características e sensibilidades específicas. Sem deixar de considerar o que há de individual em cada criança, o método traça perfis gerais de comportamento e possibilidades de aprendizado para cada faixa etária, com base em anos de observação. Os seis pilares educacionais de Montessori são autoeducação, educação como ciência, educação cósmica, ambiente preparado, adulto preparado e criança equilibrada.

5. Pedagogia Waldorf

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O método Waldorf foi criado por Rudolf Steiner na cidade de Stuttgart, na Alemanha, para educar os filhos de Emil Molt, proprietário da empresa Waldorf-Astori. Hoje, existem várias escolas no mundo todo (inclusive no Brasil) que utilizam essa pedagogia.

Em resumo, ela tem como objetivo desenvolver a personalidade das crianças de forma equilibrada e integrada, estimulando a clareza de raciocínio, o equilíbrio emocional e a iniciativa da ação. Steiner desenvolveu um currículo que incentiva e encoraja a criatividade, nutre a imaginação e conduz os alunos a um pensamento livre e autônomo.

6. Escola de Summerhill

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A escola se baseia no pensamento do escocês Alexander Sutherland Neill: nela, as crianças fazem o que querem. Com 90 anos de idade, Summerhill é, provavelmente, a mais célebre das chamadas escolas democráticas: as aulas são opcionais e os alunos só as atendem se quiserem. Além disso, a gestão da instituição também é democrática; todas as decisões são coletivas.

Além de Summerhill, pelas contas da Rede Internacional de Educação Democrática, há mais de 200 escolas com essa proposta em 28 países, atendendo em torno de 40 mil alunos. Outros exemplos famosos são a Sudbury Valley School, nos Estados Unidos, e a Escola da Ponte, em Portugal. A experiência lusitana influenciou o projeto pedagógico de instituições brasileiras, como a escola particular Escola Lumiar e as escolas públicas EMEF Desembargador Amorim Lima e EMEF Presidente Campos Salles, todas em São Paulo.

7. Abordagem Reggio Emilia

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Esse método foi criado em 1945 por Loris Malaguzzi, um jovem professor que na época ensinava crianças da região italiana de Reggio Emilia. O sistema educacional tem uma estrutura com uma forte organização, um grande relacionamento com a comunidade e uma intensa participação dos pais.

No ponto central da abordagem, está a crença de que as crianças são cheias de curiosidade e criatividade. Em suas mentes, existem espaços vazios esperando para serem preenchidos por fatos, imagens ou datas. Por isso, o currículo nas escolas é flexível e emerge das ideias, pensamentos e observações das crianças. Seu objetivo principal é cultivar uma paixão permanente pela aprendizagem e pela exploração.

8. The School of Life

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Como podemos desenvolver nosso potencial? O trabalho pode ser algo inspirador? Por que a comunidade importa? A The School of Life (em tradução livre, “A Escola da Vida”) trabalha exatamente questionamentos como esses. Em vez de disciplinas, a instituição coloca em primeiro lugar o indivíduo e as questões que o afetam, como a pressão do tempo e a ideia da morte.

O método foi criado pelo filósofo e escritor suíço Alain de Botton em 2008 e já chegou ao Brasil, com cursos intensivos em São Paulo. A ideia é ajudar os alunos a lidar com os dilemas do ser humano, passando por filosofia, psicologia e artes visuais, e destilar grandes pensamentos de todas as épocas para enriquecer o cotidiano dos estudantes.

9. Brockwood Park School

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Brockwood é uma escola internacional inglesa que oferece uma educação holística personalizada para pouco mais de 70 alunos com idade entre 14 a 19 anos. Seus métodos são profundamente inspirados pelos ensinamentos de J. Krishnamurti, e incentivam a excelência acadêmica, a autocompreensão, a criatividade e a integridade em um ambiente seguro e não competitivo.

A educação Brockwood não é exclusivamente acadêmica. Na verdade, ela integra a excelência acadêmica em sua missão de ajudar os alunos a aprender a arte de viver, e reúne aspectos da aprendizagem, sensibilidade, abertura de espírito e autorreflexão que são muitas vezes ignorados por escolas mais tradicionais.

10. Kaospilot

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A escola dinamarquesa Kaospilot aposta no ensino colaborativo e baseado em projetos para formar seus alunos. A instituição é uma escola internacional de empreendedorismo, criatividade e inovação social fundada em 1991, que propõe uma formação de 3 anos onde os “alunos profissionais” são protagonistas do seu próprio aprendizado, e onde estudos de caso são completamente substituídos por projetos reais com clientes de verdade.

A formação tem três ênfases: desenho e gestão de projetos criativos; desenho e liderança de processos criativos; desenho e criação de novos negócios. A cada ano, formam-se 35 novos “pilotos do caos”. Em 2009, o primeiro brasileiro formou-se por lá, Henrique Vedana, sócio da CoCriar, organização que ajuda grupos de pessoas (como empresas, ONGs e institutos) a se entenderem melhor por meio de conversas que valorizem a habilidade de cada membro para a realização de um trabalho coletivo.

11. Pedagogia logosófica

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A pedagogia logosófica proporciona uma educação voltada à formação mais consciente diante da vida e da sociedade. Com oito unidades educacionais no Brasil e cinco no exterior, a instituição se fundamenta na logosofia, doutrina criada há 80 anos pelo pensador e humanista argentino Carlos Bernardo González Pecotch.

A proposta surgiu como reação à rotina dos conhecimentos e sistemas usados para a educação e a formação do ser humano. O objetivo do ensino é estimular os alunos para que sejam pessoas cada vez melhores e mais conscientes de seus atos, palavras e sentimentos. As escolas com pedagogia logosófica não estimulam competição entre alunos, trabalham a superação das dificuldades com motivação e respeitam as individualidades e limitações de cada um.