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Diálogo para Decidir a Remuneração em Projetos

Quando estamos junto com nossos clientes, defendemos a prática da colaboração como forma de inovarmos, trabalharmos melhor, desenvolver as pessoas e as organizações. Somente ao estarmos mais conscientes dos nossos pensamentos e ações, podemos de fato agir diferente.

Procuramos trazer essa bandeira para dentro da casa, também. Nem sempre é fácil, mas temos aprendido muito com isso, e queremos compartilhar mais como as coisas funcionam por aqui.

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Esse mês vamos contar um pouco sobre como decidimos a remuneração dos profissionais em nossos projetos. Como muitas empresas, a CoCriar elabora orçamentos onde estima-se o quanto cada profissional receberá, de acordo com sua experiência e dedicação ao projeto. Entretanto, de forma inovadora e radical, na CoCriar a decisão final sobre a remuneração de cada profissional é feita a posteriori. Na forma de uma roda de conversa, entre iguais, onde todos os que se envolveram no projeto tem voz e voto. Nessa reunião de fechamento, revemos o que foi orçado para cada profissional, à luz da dedicação que cada um teve no projeto (esforço), mas também procuramos valorizar outras contribuições que trouxeram impacto e resultado, como expertises pessoais específicas, o capricho na preparação ou no cuidado com as necessidades e ansiedades do cliente. O sócio gestor do projeto pode trazer informações e até propostas de divisão, mas a decisão é tomada de forma consensuada entre todos os participantes. Existem exceções, onde parte da equipe não participa desse diálogo, mas são poucos esses casos. Ao dialogar, a equipe do projeto também faz uma retrospectiva do projeto, oferece e recebe feedbacks, e aprende com a prática e a experiência.

Depois de mais de 6 anos e cerca de 150 rodas de divisão de remuneração, podemos dizer que generosidade, coragem e respeito são qualidades essenciais para dialogar sobre um assunto tão delicado como dinheiro, e operar nesse formato de trabalho. A generosidade é essencial para reconhecer o valor dos colegas, estabelecendo relações ganha-ganha. A falta de generosidade nos leva a negociar de forma a maximizar o nosso ganho, sem enxergar os demais. É a relação ganha-perde que todos nos conhecemos desde crianças. A coragem nos faz dizer o que pensamos, vimos e sentimos, de forma honesta e direta, sem rodeios ou diplomacia. A falta de coragem nos leva a politicagem, às negociações fora da roda de conversa e cria crises de confiança em qualquer equipe. E por fim, o respeito é pedra fundamental para o diálogo entre pessoas, é a empatia pelo colega e profissional que está ao seu lado. Sem respeito não tem sociedade que perdure.

Ainda estamos aprendendo, todo dia, principalmente em algumas (poucas) situações onde a equipe do projeto precisou de um mediador externo para ajudar. Mas vemos tudo isso com bons olhos, e hoje em dia somos até convidados a implementar práticas colaborativas como essa em nossos clientes.

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